Placas, descamação e preconceito: a realidade de quem tem psoríase


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Placas, descamação e preconceito: a realidade de quem tem psoríase

05 Jun, 2026Luana Rocha
Placas avermelhadas, pele descamando e coceira constante. Quem tem psoríase convive com esses sintomas no dia a dia, mas o que muita gente não sabe é que essa doença vai muito além do que aparece na pele.
A psoríase é uma doença autoimune, crônica e sem cura, mas com tratamento. E quanto mais cedo for diagnosticada, melhor é a qualidade de vida de quem convive com ela.

 

O que acontece no corpo de quem tem psoríase?

Em condições normais, as células da pele se renovam a cada 28 dias aproximadamente. Na psoríase, esse processo é acelerado pelo sistema imunológico: as células se multiplicam muito rápido, em cerca de 3 a 4 dias, e se acumulam na superfície da pele formando as placas características da doença.
Não é uma infecção, não é alergia e não é contagiosa.

 

Quais são os sintomas?

A psoríase pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa, mas os sinais mais comuns são:

 

→ Placas avermelhadas cobertas por escamas brancas ou prateadas;
→ Pele seca que pode rachar e sangrar;
→ Coceira, ardência ou sensação de queimação;
→ Unhas engrossadas, com manchas ou se soltando;
→ Dor e inchaço nas articulações.

 

As regiões mais afetadas costumam ser joelhos, cotovelos, couro cabeludo, lombar e umbigo, mas a doença pode aparecer em qualquer parte do corpo.

 

O que piora a psoríase?

A psoríase tem períodos de melhora e de piora, chamados de surtos. Alguns fatores são conhecidos por desencadear ou agravar as crises:

 

→ Estresse emocional
→ Infecções, especialmente de garganta
→ Medicamentos como lítio, betabloqueadores e antimaláricos
→ Lesões na pele, como cortes e queimaduras de sol
→ Consumo excessivo de álcool
→ Tempo frio e seco

 

A psoríase só afeta a pele?

Não. Esse é um dos maiores equívocos sobre a doença.
A psoríase está associada a um risco maior de desenvolver outras condições, como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e depressão. A artrite psoriásica, que causa dor e inflamação nas articulações, afeta cerca de 30% das pessoas com psoríase e pode levar a danos permanentes se não tratada.
O impacto psicológico também é real. Conviver com uma doença visível, que muitas vezes gera olhares e perguntas, afeta a autoestima e a saúde mental de quem tem psoríase.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico, feito pelo dermatologista a partir da observação das lesões. Em alguns casos, uma biópsia da pele pode ser solicitada para confirmar.
Não existe exame de sangue específico para psoríase, mas exames complementares podem ser pedidos para avaliar a saúde geral do paciente e descartar outras condições.

 

Tem tratamento?

Sim, e as opções evoluíram muito nos últimos anos. O tratamento varia conforme a gravidade da doença e as necessidades de cada paciente:
Casos leves: cremes e pomadas com corticoides, vitamina D ou ácido salicílico aplicados diretamente na pele.
Casos moderados a graves: fototerapia (exposição controlada à luz ultravioleta) e medicamentos orais ou injetáveis que atuam no sistema imunológico.

 

Nenhum tratamento cura a psoríase, mas muitos conseguem deixar a pele completamente limpa por longos períodos.

 

O tratamento é essencial

Psoríase não é frescura, não é falta de higiene e não pega. É uma doença séria, que merece acompanhamento médico adequado e atenção à saúde como um todo, não apenas à pele.
Se você tem lesões persistentes que não melhoram ou suspeita de psoríase, procure um dermatologista. No Hospital Memorial, nossa equipe está pronta para te orientar e indicar o melhor caminho para o seu tratamento.
Agende suas consultas pelo número (87) 3862-8900.

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