Dengue, zika e chikungunya: saiba diferenciar os sintomas e como se proteger
05 Feb, 2026Luana Rocha
O verão e os períodos de chuvas são momentos de alerta máximo para a saúde pública em nosso país. A combinação de calor e umidade cria o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor de três doenças importantes e que geram muitas dúvidas: a dengue, a zika e a chikungunya
Embora tenham sintomas iniciais parecidos, como febre e dor no corpo, é fundamental conhecer as diferenças entre elas para saber quando procurar ajuda médica e evitar complicações.
Diferenciando os sintomas: um guia rápido
Embora os sintomas iniciais possam ser confundidos, cada doença apresenta sinais mais característicos que ajudam na diferenciação. Observe os principais pontos:
Dengue: caracteriza-se principalmente por febre alta (acima de 38,5ºC) de início súbito, dor de cabeça forte e constante, e uma dor muito específica e intensa atrás dos olhos. As dores no corpo e articulações costumam ser de leves a moderadas. Manchas vermelhas na pele podem surgir após alguns dias.
Zika: o grande diferencial da Zika é a coceira intensa, que geralmente acompanha as manchas vermelhas na pele desde os primeiros dias. A febre, quando presente, costuma ser baixa, e os outros sintomas, como dor de cabeça e nas articulações, são mais leves.
Chikungunya: a principal característica são as dores extremamente intensas nas articulações, que podem ser tão fortes a ponto de incapacitar a pessoa de realizar tarefas simples. O inchaço nas articulações também é muito comum. Assim como na dengue, a febre é alta e de início súbito.
Atenção redobrada: os sinais de gravidade da dengue
A dengue é a que exige maior atenção devido ao seu potencial de evolução para um quadro grave, que pode ser fatal. Procure o serviço de emergência do Hospital Memorial imediatamente se, após o período de febre, você ou um familiar apresentar os seguintes sinais de alarme:
Dor abdominal forte e contínua;
Vômitos persistentes;
Sangramento de mucosas (nariz, gengiva);
Sonolência excessiva, confusão ou irritabilidade;
Sensação de desmaio ou pressão baixa.
Alerta importante: o risco da automedicação
Em caso de suspeita de qualquer uma dessas três doenças, NUNCA se automedique. O uso de medicamentos à base de anti-inflamatórios (como ibuprofeno, nimesulida e diclofenaco) ou de ácido acetilsalicílico (AAS) é extremamente perigoso. Eles podem inibir a coagulação sanguínea e aumentar o risco de hemorragias, agravando o quadro da dengue.
Prevenção: a melhor defesa é eliminar o mosquito
A luta contra o Aedes Aegypti é um dever de todos. Com ações simples e rotineiras, você protege sua casa e sua vizinhança.
Elimine a água parada: verifique vasos de plantas, calhas, garrafas, pneus e qualquer outro objeto que possa acumular água. Uma vistoria de 10 minutos por semana faz toda a diferença.
Mantenha caixas d'água e lixeiras bem fechadas: tampe todos os reservatórios de água e descarte o lixo corretamente.
Use repelente: aplique o produto nas áreas expostas da pele, principalmente no início da manhã e no final da tarde, períodos de maior atividade do mosquito.
Instale telas em portas e janelas: essa é uma barreira física eficaz para impedir a entrada do mosquito em sua casa.
Diagnóstico e tratamento: conte com o Hospital Memorial
O diagnóstico correto e precoce é essencial para o tratamento adequado e para evitar complicações. O Hospital Memorial possui uma equipe de pronto-atendimento e um corpo clínico preparado para realizar o diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya, além de contar com a estrutura laboratorial necessária para a confirmação dos casos.
Agende sua consulta ou procure nosso atendimento pelo telefone: (87) 3862-8900.